Sexta-feira, 3 de Agosto de 2007

Nástio Mosquito


  ©  Fazuma Foto

"Nástio Mosquito é um talentoso angolano nascido em 1981 e que se tem destacado pela acutilância ferina dos seus textos que tem apresentado nos mais diferentes formatos."

"Creio que me podes chamar DZzzz, Gavião, Fly, The Night Fly, Saco, Nasty-O, Cucumber Slice, Zura, Zurara, e Dzzzzura que eu reconhecerei o teu chamado! Mas se queres mesmo saber a minha mãe chama-me, sempre seguido de um eu já te avisei, António Nástio da Silva Mosquito! Nasci em Angola no mês dos iluminados! Sou Caranguejo, e por isso há quem diga que teria potencial para ser um psicólogo nato, ou mesmo professor! Bem eu confesso que decidi ser um criativo vagabundo com preocupações económico-financeiras! Portugal foi arena onde aprendi parte da tabuada, e que uma tonelada de chumbo e uma tonelada de algodão pesam exactamente a mesma coisa! Queijas, Coimbra, Queijas e em seguida Linhó! O primeiro poema que musiquei chamava-se “Abortion”. Cantei-o a dois ou três amigos. Eles disseram que estava fixe, eu acreditei e nunca mais parei."[F]


"Nástio de nome próprio, Mosquito de apelido. Ao que consta, porque este angolano, artista completo por excelência, usa e abusa de pseudónimos, projectos, encarnações e modalidades musicais nos mais diversos campos. Realiza vídeos, dirige “performances” em galerias de arte, faz leituras de poemas. E canta e toca e declama. A solo, com o grupo
Homem Nu Com Faca no Bolso, ou com amigos vários. Salta pelo hip hop, pela pop, mas sem nunca largar de vista as suas raízes africanas. E sempre com a língua de Camões e Fernando Pessoa como trilho central, como constante que liga os vários países de expressão portuguesa. É que Nástio tem um objectivo de união sociocultural de todos que falam português. Nome do projecto que utiliza? “Beijinho no Rabo”. Porquê? Porque, como explica Nástio, é uma expressão de carinho, e todos precisam de carinho – especialmente o povo angolano após quatro décadas de guerra. Com música e letras de intervenção a resvalar para o surrealismo, é certa a picada nos concertos deste Mosquito."

Dreamer

My Baby

Soldado Do Indivíduo
quando eu olho... á minha volta
vejo  minha Angola de cócoras
suas pernas abertas
seus pentelhos que me eram alheios
estão agora escancarados em minha frente,
ainda por cima me pedem que a penetrem
sem olhar sem pensar,sem maneiras, pedem que a penetrem
em nome de angola sou africano
em nome de angola sou tribalista
em nome de angola sou imigrante
em nome de angola sou bandeira

Que se foda a Angola!
Que se foda a Angola!
Viva o Angolano!!!
Viva o Angolano!!!
Viva o Angolano!!!


Mulheres Que Me Fodam
Vamos esquecer os cabelos,lábios,perfume
Vamos esquecer o sorriso, olhar,o companheirismo
Vamos esquecer a avó,irmã
Vamos esquecer a que magoa,a amiga
Vamos esquecer até a insubstituível

Vamos cona quente

Vamos lembrar, falar e conspirar a favor da cona quente
 
A partir deste momento é saudável e é útil dizer que as amo a todas
não por estarem presentes, nem pelo facto de todos nós termos mãe
sei que todas as mulheres são mais do que uma cona quente

Aliás uma cona quente
É só uma e talvez não há mais importante relevante caracteristica de uma e qualquer  mulher
mas é de facto nossa casa comum

Mulher,ventre,cona quente
Amiga conforto,cona quente
Tesão,fecho eclair,cona quente
Minha mãe,ventre ,mulher,cona quente
Botão a botão,garantia de tentação,carne crua que respira, tem pulsação

Nossa casa comum,cona quente
Meu conforto,cona quente

publicado por Ridwan às 19:15
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